Documento vivo, v2
Acessibilidade 3D
Brand Guidelines & Design System
Não fabricamos peças. Devolvemos gestos. Este ebook reúne a marca capítulo a capítulo, da escuta que originou a empresa até a última regra de papelaria.


História
Antes do produto, a escuta.
Registrar a origem da Acessibilidade 3D com precisão suficiente para que qualquer pessoa, designer, desenvolvedor, investidor, parceiro, entenda por que a empresa existe antes de entender o que ela fabrica. A história não é conteúdo institucional decorativo: é a justificativa de cada decisão de design que vem depois neste documento.
A Acessibilidade 3D não nasceu de uma tecnologia em busca de aplicação. Nasceu do caminho inverso.
O Grupo Magika já dominava impressão 3D como capacidade técnica: precisão, materiais, escala de produção. Essa competência existia antes da empresa existir. O que faltava não era mais capacidade de fabricar. Era uma razão para fabricar que importasse.
Essa razão apareceu na forma de pessoas, não de mercado. Pessoas com dificuldade de segurar objetos com as próprias mãos. Pessoas em reabilitação depois de um AVC. Pessoas com Parkinson tentando manter independência em gestos que a maioria nunca precisa pensar duas vezes: segurar uma caneta, usar um talher, cortar uma unha. Idosos perdendo, aos poucos, autonomias que pareciam garantidas.
A decisão fundadora foi recusar o caminho mais rápido, desenvolver um produto e procurar quem precisasse dele, e adotar o caminho mais lento e mais correto: ouvir primeiro, sem agenda de produto. Entender a dificuldade real, na linguagem de quem vive com ela, antes de desenhar qualquer solução. Só depois disso, pesquisar. Só depois de pesquisar, desenvolver. Só depois de desenvolver, validar com as mesmas pessoas que originaram a necessidade. Só então, fabricar.
Essa sequência, ouvir, entender, pesquisar, desenvolver, validar, fabricar, não é um processo de produto. É a biografia da empresa condensada em seis verbos, e é a razão pela qual este Design System é construído sobre precisão e silêncio visual, não sobre efeito.
A ligação com o Grupo Magika permanece: é de onde vem a ferramenta, a impressão 3D, a capacidade de fabricação. Mas a Acessibilidade 3D se posiciona, desde a origem, como algo distinto: não uma extensão comercial da Magika, e sim a aplicação da competência da Magika a um propósito que a tecnologia sozinha nunca teria escolhido.
Boas práticas
- Contar a história pela sequência de verbos (ouvir → entender → pesquisar → desenvolver → validar → fabricar), nunca pela cronologia corporativa de fundação.
- Manter o Grupo Magika presente como origem técnica, sem deixar que domine a narrativa da Acessibilidade 3D.
- Ancorar qualquer menção à história em pessoas reais e dificuldades reais, nunca em abstrações de mercado.
Más práticas
- Abrir a história pela empresa ("Fundada em [ano]…") em vez de pela pessoa ouvida.
- Usar linguagem de pitch de startup ("identificamos uma oportunidade de mercado").
- Tratar a impressão 3D como o herói da história. A tecnologia é meio, não motivo.
Aplicações
Página "Sobre" do site, abertura de catálogos e apresentações institucionais, roteiro-base para vídeos de marca, texto de abertura de propostas para editais (como o Sandbox de Balneário Camboriú).
Manifesto
Toda solução começa com alguém.
Fixar o texto-manifesto da marca: a peça de linguagem mais condensada e mais emocional que a Acessibilidade 3D possui. O manifesto não explica a empresa; ele a declara.
Um manifesto de marca premium não convence. Ele afirma. Não usa adjetivos de venda. Usa frases curtas, verbos concretos, e silêncio entre elas, o mesmo silêncio que rege o restante deste Design System. O texto abaixo é a versão oficial: deve ser citado, cortado ou reduzido, nunca parafraseado com linguagem de marketing.
Existem pequenos gestos que ninguém pensa duas vezes. Segurar uma caneta. Levar a comida à boca. Cortar uma unha.
Até o dia em que não existem mais.
Nós não vendemos impressão 3D. Vendemos o gesto de volta.
Não começamos por uma máquina. Começamos por uma pessoa, uma dificuldade, uma pergunta.
Ouvimos antes de desenhar. Pesquisamos antes de fabricar. Validamos antes de entregar.
Cada peça que sai da nossa impressora carrega uma resposta a alguém real.
Autonomia não é um recurso do produto. É o produto.
Acessibilidade 3D. Grupo Magika.
Boas práticas
- Usar o manifesto completo apenas em contextos de abertura institucional.
- Extrair fragmentos de 1–2 linhas para Stories, capas de carrossel ou assinaturas de e-mail, mantendo pontuação e corte de linha originais.
- Ler o manifesto em voz alta antes de aprovar qualquer adaptação: se soar como discurso de vendas, não é a voz da marca.
Más práticas
- Adicionar adjetivos de reforço ("revolucionário", "inovador", "único no mercado") ao texto original.
- Transformar o manifesto em bullet points ou lista de benefícios.
- Usar o manifesto inteiro em peças pequenas: ele é peça de abertura, não de rotação.
Aplicações
Vídeo institucional (voz em off ou legendas), abertura de catálogo impresso, primeira página de propostas para editais, vídeo de encerramento de apresentações, ambientação de estande em feiras.
Propósito
O produto não é a peça. É a autonomia que ela devolve.
Definir com precisão o porquê da Acessibilidade 3D existir, distinto da missão (o que a empresa faz) e da visão (onde quer chegar). O propósito é a camada mais estável do Design System.
Propósito não é slogan. É o teste que qualquer decisão da empresa precisa passar.
O propósito da Acessibilidade 3D é devolver autonomia a pessoas que a perderam ou nunca a tiveram plenamente, usando fabricação digital como ferramenta, nunca como fim. Cada produto existe para que alguém volte a fazer sozinho algo que dependia de outra pessoa: segurar um talher, escrever, cuidar da própria higiene, manter uma rotina sem depender de ajuda constante.
Isso distingue a empresa de duas formas de concorrência aparente. Não compete com fabricantes de próteses e órteses de alto custo, porque seu método parte da escuta individual, não do catálogo padronizado. E não compete com prestadores de serviço de impressão 3D, porque não vende capacidade de fabricação: vende a solução validada que resulta dela.
O propósito também define o que a empresa recusa fazer. Recusa desenvolver por tendência de mercado sem validação com quem vai usar. Recusa a linguagem de “solução revolucionária” quando o resultado real é um ajuste simples e honesto em um objeto do cotidiano. Recusa tratar acessibilidade como nicho: trata como direito.
Um propósito bem definido evita duas armadilhas comuns em empresas de impacto social: a autopromoção emocional e a frieza técnica. A Acessibilidade 3D se posiciona entre as duas: precisa na engenharia, humana na intenção.
Boas práticas
- Testar toda decisão relevante contra a pergunta: "isso devolve autonomia real a alguém?"
- Comunicar o propósito em termos de gesto recuperado, não de tecnologia empregada.
- Manter o propósito estável mesmo quando a linha de produtos crescer.
Más práticas
- Usar histórias de usuários como apelo emocional sem mostrar o processo de escuta e validação.
- Descrever o propósito com foco na tecnologia ("somos especialistas em impressão 3D").
- Ampliar o propósito para "melhorar a vida das pessoas" de forma genérica.
Aplicações
Critério de briefing para novos produtos, texto de propósito em site e materiais institucionais, argumento central em propostas para editais de ciência e tecnologia, roteiro de treinamento de equipe.
Missão
O que fazemos, todos os dias, para cumprir o propósito.
Traduzir o propósito (por que existimos) em missão (o que fazemos concretamente), operacional o suficiente para orientar prioridades de curto e médio prazo.
A missão da Acessibilidade 3D é desenvolver, validar e fabricar soluções assistivas personalizadas, usando impressão 3D como tecnologia central, a partir da escuta direta de pessoas com dificuldades reais de autonomia, priorizando idosos, pessoas pós AVC, pessoas com Parkinson e pessoas em reabilitação pós cirúrgica ou pós fratura.
| # | Especificidade deliberada |
|---|---|
| 01 | Nomeia o processo (desenvolver, validar, fabricar), não apenas o resultado. |
| 02 | Nomeia a tecnologia sem transformá-la em identidade central. |
| 03 | Nomeia os grupos prioritários com precisão, evitando missão genérica. |
A missão estabelece um limite saudável: a empresa não promete resolver toda forma de dificuldade de autonomia. Promete um método rigoroso aplicado a necessidades específicas, com abertura para expandir os grupos atendidos na medida em que o método se prove sólido, não na medida em que o mercado pareça atraente.
Boas práticas
- Usar a missão como filtro de priorização: se um produto não atende a um grupo prioritário nem nasce de escuta direta, ele espera.
- Revisar a missão a cada expansão relevante, sem alterá-la por impulso de oportunidade.
- Comunicar a missão internamente com linguagem operacional, evitando versão "inspiracional" divergente.
Más práticas
- Ampliar a missão para incluir qualquer público sem escuta e validação prévias.
- Confundir missão com propósito, repetindo a mesma frase em dois capítulos.
- Tratar os grupos prioritários como exemplos ilustrativos em vez de foco real de recursos.
Aplicações
Planejamento estratégico interno, critério de avaliação de parcerias e editais, seção "O que fazemos" do site, treinamento de equipe.
Visão
Onde este método nos leva, se levado a sério por tempo suficiente.
Estabelecer o horizonte de longo prazo: o estado futuro que a missão, executada de forma consistente, deve produzir.
A visão da Acessibilidade 3D é tornar-se referência nacional em desenvolvimento de soluções assistivas personalizadas por impressão 3D, reconhecida tanto pela comunidade científica e por editais de inovação quanto pelas pessoas diretamente atendidas, mantendo em cada etapa de crescimento o mesmo método de escuta que originou a empresa.
Três elementos compõem essa visão e devem ser lidos juntos. O reconhecimento institucional traz legitimidade e recursos. O reconhecimento das pessoas atendidas valida, na prática, o propósito. E a manutenção do método em escala é a cláusula mais difícil: é comum que empresas de impacto percam rigor de escuta exatamente quando crescem.
Crescer, para esta empresa, não significa produzir mais peças por mês. Significa ouvir mais pessoas sem perder profundidade em cada escuta, e provar que autonomia devolvida em escala pequena e cuidadosa pode alcançar escala nacional sem virar produção em massa despersonalizada.
Boas práticas
- Usar a visão para avaliar propostas de crescimento acelerado.
- Compartilhar a visão com parceiros e investidores como critério de alinhamento.
- Revisitar a visão anualmente para verificar compatibilidade com o crescimento real.
Más práticas
- Definir visão em termos puramente financeiros ou de participação de mercado.
- Tratar prêmios e editais como fim em si, desconectados do impacto nas pessoas.
- Prometer escala nacional em prazo curto, incompatível com o método de escuta.
Aplicações
Planejamento de expansão e captação, propostas para editais e parcerias institucionais, discurso de liderança em eventos, critério de decisão em reuniões de sócios.
Valores
O que não negociamos, mesmo sob pressão de prazo ou custo.
Registrar os valores como critérios de decisão testáveis. Um valor só é útil se puder ser usado para dizer não a algo tentador.
| Valor | O que ele barra |
|---|---|
| Escuta antes de solução | Barra decisões do tipo "vamos desenvolver isso porque parece útil". |
| Precisão sobre pressa | Barra "vamos lançar assim mesmo e ajustar depois". |
| Simplicidade como respeito | Barra excesso de elementos, de texto, de efeito e de complexidade técnica. |
| Transparência técnica e humana | Barra promessa sem lastro e omissão de limitações reais. |
| Autonomia como métrica final | Barra decisões que priorizam viralização em detrimento de clareza. |
Os valores nascem diretamente da personalidade definida para a marca: humana, tecnológica, empática, precisa, confiável, premium, minimalista, elegante, inovadora, acessível.
Boas práticas
- Citar o valor específico ao justificar uma decisão difícil ("estamos adiando o lançamento porque ainda não validamos com o grupo prioritário").
- Revisar briefings de produto e conteúdo contra os cinco valores antes da aprovação.
- Manter os valores em linguagem de ação (verbos, critérios), nunca em adjetivos soltos.
Más práticas
- Listar valores genéricos de mercado ("inovação", "excelência", "compromisso") sem definição operacional.
- Usar valores como discurso desconectado de decisões reais.
- Permitir exceção por pressão comercial pontual sem revisão formal do próprio valor.
Aplicações
Critério de aprovação em reuniões de produto e conteúdo, treinamento de novos integrantes, decisões de parceria e fornecedores, justificativa em propostas para editais.
Posicionamento
Não somos uma empresa de impressão 3D. Somos uma empresa de autonomia.
Fixar onde a Acessibilidade 3D se situa em relação à tecnologia que usa, ao grupo do qual faz parte e aos concorrentes diretos e indiretos.
O posicionamento se apoia em uma distinção simples: a impressão 3D é ferramenta, autonomia é produto. Essa frase deve funcionar como resposta padrão sempre que a empresa precisar se apresentar em uma linha.
Em relação ao Grupo Magika, a Acessibilidade 3D se posiciona como aplicação de propósito de uma competência técnica que já existia. A ligação é real e deve ser comunicada com transparência, mas a experiência de marca, tom de voz e identidade visual são autônomos.
Em relação ao mercado, o posicionamento evita dois territórios ocupados: não compete com órteses e próteses de alto custo, nem com prestadores genéricos de serviço de impressão 3D. O território que a marca ocupa sozinha é o de desenvolvimento de produto assistivo sob medida, fundamentado em escuta e método, com estética e rigor de empresa de tecnologia premium, não de fornecedor técnico nem de entidade assistencial.
Boas práticas
- Responder "o que vocês fazem" sempre pela frase de posicionamento, antes de qualquer detalhe técnico.
- Explicitar a ligação com o Grupo Magika em contextos institucionais, sem torná-la o centro.
- Comparar-se, quando necessário, com concorrentes reais nomeados.
Más práticas
- Apresentar a empresa como "startup de impressão 3D".
- Omitir a ligação com o Grupo Magika onde ela é relevante (editais, due diligence).
- Competir por preço ou velocidade com prestadores genéricos.
Aplicações
Discurso institucional em eventos e feiras, seção "Quem somos" do site e de catálogos, resposta padrão para imprensa, briefing para novos parceiros comerciais.
Personalidade
Dez palavras, uma coerência só.
Transformar os dez atributos de personalidade em orientações de comportamento de marca. Personalidade só é útil quando explica como a marca age em situações concretas.
| Eixo | Atributos | Como se manifesta |
|---|---|---|
| Humano | Humana, empática, acessível | Linguagem que nomeia pessoas e gestos reais, nunca “usuários” ou “casos”. |
| Técnico | Tecnológica, precisa, confiável | Dados concretos, processo explicado, ausência de promessas vagas. |
| Estético | Premium, minimalista, elegante, inovadora | Espaço em branco, hierarquia, ausência de excesso. |
O equilíbrio entre os três eixos é o verdadeiro trabalho. Só humana, sem o eixo técnico, soa caridade. Só técnica, sem o humano, soa fria. Só estética, sem os outros dois, soa vazia. A Acessibilidade 3D precisa dos três juntos, sempre.
Boas práticas
- Revisar qualquer peça verificando se os três eixos aparecem, ainda que em proporções diferentes.
- Usar o eixo técnico para dar credibilidade ao eixo humano.
- Deixar o eixo estético expressar disciplina, não decoração.
Más práticas
- Escolher apenas um eixo por peça (só emoção, ou só dado, ou só estética).
- Usar informalidade em excesso achando que isso é "ser humana".
- Adicionar elementos decorativos achando que isso comunica inovação.
Aplicações
Diretriz de redação para a equipe de conteúdo, revisão de roteiros de vídeo e posts, treinamento de porta-vozes, briefing para agências e freelancers.
Tom de Voz
Como a personalidade soa quando vira frase.
Traduzir a personalidade em regras práticas de escrita: o que a marca diz e como diz, em cada contexto.
| Princípio | Regra |
|---|---|
| Frases curtas, ideias completas | Prefere duas frases curtas a uma longa cheia de subordinadas. |
| Verbos concretos, não abstrações | "Devolver o gesto" em vez de "impactar positivamente". |
| Primeira pessoa do plural | A empresa fala como "nós", sem jargão corporativo. |
| Nunca fala pela pessoa atendida | Evita presumir ou dramatizar sentimento ("imagine a alegria de…"). |
O tom varia em formalidade conforme o canal, uma proposta de edital é mais formal que um story, mas os quatro princípios acima não variam nunca.
Boas práticas
- Ler qualquer texto em voz alta antes de publicar: se soa como marketing, reescrever.
- Cortar adjetivos de reforço ("incrível", "revolucionário", "único") por padrão.
- Adaptar formalidade ao canal sem adotar jargão corporativo vazio.
Más práticas
- Usar linguagem inspiracional genérica de ONG ("juntos podemos transformar vidas").
- Escrever legendas com excesso de emojis e exclamações.
- Dramatizar a história de uma pessoa atendida para gerar engajamento.
Aplicações
Guia de redação para equipe e agências, revisão de textos de site, redes sociais e propostas, roteirização de vídeos e reels, atendimento direto.
Arquitetura da Marca
Como a Acessibilidade 3D se organiza em relação ao Grupo Magika.
Definir a estrutura de relação entre marcas: Grupo Magika como organização mãe, Acessibilidade 3D como marca independente, e futuras linhas de produto como sublinhas.
A arquitetura escolhida é o modelo de marca endossada: a Acessibilidade 3D opera com identidade visual, tom de voz e experiência próprios, enquanto o Grupo Magika aparece como endosso de origem e capacidade técnica, presente, mas discreto (nunca acima de 2% da composição visual, conforme o capítulo 14).
O modelo de marca única foi descartado porque dilui o posicionamento de propósito. O modelo de marca isolada foi descartado porque a ligação de origem é um ativo de credibilidade real, especialmente em editais e parcerias.
Dentro da própria Acessibilidade 3D, novas linhas seguem como sublinhas nomeadas sob a marca mãe, "Acessibilidade 3D Kids", "Acessibilidade 3D para Clínicas", mantendo paleta, tipografia e sistema visual, variando no máximo em uma tag de cor funcional.
Boas práticas
- Apresentar a Acessibilidade 3D como marca própria primeiro, com o Grupo Magika como origem técnica.
- Nomear novas linhas como extensões claras da marca mãe, nunca como marcas novas com logo próprio.
- Documentar cada nova linha neste mesmo Design System.
Más práticas
- Criar logotipos ou paletas distintas para cada nova linha.
- Usar a marca do Grupo Magika com o mesmo peso visual da Acessibilidade 3D em material para usuário final.
- Deixar parceiros confusos sobre a titularidade de cada linha.
Aplicações
Naming de novas linhas, estrutura de site e catálogo, documentos societários e de propriedade intelectual, apresentações para investidores.
Linguagem Visual
Tecnologia aplicada às pessoas.
A identidade visual da Acessibilidade 3D foi construída para representar a união entre tecnologia, engenharia, acessibilidade e desenvolvimento de soluções.
Enquanto a Magika comunica a potência da fabricação digital, a Acessibilidade 3D comunica o impacto dessa tecnologia na vida das pessoas.
Nossa linguagem visual busca transmitir confiança, precisão e acolhimento, inspirando-se em empresas como Apple, Bambu Lab, DJI, Braun e Herman Miller.
Cada escolha visual possui uma função estratégica e reforça a missão da marca: transformar necessidades reais em soluções acessíveis.
Toda peça produzida pela Acessibilidade 3D deve responder a uma pergunta:
“Essa peça transmite tecnologia aplicada às pessoas?”
Se a resposta for sim, ela está alinhada à marca. Se transmitir apenas impressão 3D ou apenas tecnologia, sem evidenciar seu impacto na autonomia e na inclusão, ela precisa ser revista.
Decisão institucional: a Acessibilidade 3D deixa de usar fundo escuro como padrão. O fundo institucional passa a ser o Off White #F7F9FB, com o azul e o ciano do logotipo como protagonistas. O escuro fica reservado apenas para situações específicas: eventos, apresentações, materiais premium ou peças em conjunto com a Magika. Isso cria uma identidade própria, mais alinhada ao universo da saúde, educação e tecnologia assistiva, sem perder a conexão com a empresa-mãe.
Boas práticas
- Manter o Off White como fundo padrão de toda comunicação institucional.
- Usar Apple, Bambu Lab, DJI, Braun e Herman Miller como parâmetro de execução, não como cópia.
- Priorizar remover elementos antes de adicionar novos.
Más práticas
- Adotar fundo escuro fora das situações específicas autorizadas.
- Usar ícones genéricos de bibliotecas saturadas de mercado.
- Preencher espaço em branco por desconforto visual.
Aplicações
Critério de aprovação de qualquer peça antes de publicação, briefing para designers externos, revisão de templates, avaliação de embalagem e papelaria.
Logos
Um símbolo, uma palavra, nenhuma ambiguidade.
Definir construção, variações e regras de uso do logotipo. É o elemento mais reproduzido do sistema e, por isso, o que exige a regra mais rígida.
A recomendação é um logotipo predominantemente tipográfico, acompanhado de um símbolo geométrico simples que remeta a precisão de fabricação, nunca um ícone figurativo de “mão” ou “engrenagem”, já saturados no setor.
| Versão | Uso |
|---|---|
| Principal | Tipografia + símbolo, aplicação horizontal. |
| Compacta | Símbolo isolado, para avatares e aplicações pequenas. |
| Monocromática clara | Pure White, sobre Midnight Navy ou Deep Navy. |
| Monocromática escura | Midnight Navy, sobre fundos claros e papel branco. |
A cor Accessibility Blue é reservada para a versão de cor principal em fundos neutros. O logo nunca deve ser reproduzido em Purple ou Magenta, exclusivas de detalhes gráficos secundários.
Boas práticas
- Usar sempre os arquivos vetoriais oficiais, nunca recriar a partir de captura de tela.
- Escolher a versão do logo de acordo com o fundo, seguindo a tabela de contraste.
- Reservar a versão compacta para contextos de espaço reduzido.
Más práticas
- Aplicar sombra, contorno, gradiente ou qualquer efeito sobre o logotipo.
- Distorcer, esticar ou rotacionar o logo.
- Recolorir o logo fora das versões oficiais.
Aplicações
Todas as peças de comunicação, do site a embalagens; assinatura de e-mail; perfil de redes sociais; materiais impressos institucionais e de feira.
Área de proteção
O espaço que o logo precisa para respirar.
Definir formalmente o clear space ao redor do logotipo, garantindo que ele nunca seja comprimido por outros elementos, texto ou borda de página.
A altura da letra inicial do logotipo (ou a altura do símbolo, quando isolado) define a unidade de medida “X”. Nenhum elemento estranho ao logo pode invadir um perímetro de 1X ao redor de toda a composição.
A regra vale para a versão completa e para a compacta. Em favicon ou avatar circular, a área pode ser reduzida para 0,5X apenas como exceção documentada, nunca como padrão. Abaixo do tamanho mínimo de reprodução, o uso deve migrar para a versão símbolo isolado.
Boas práticas
- Aplicar a grade de área de proteção como camada de verificação em todo template.
- Priorizar espaço além do mínimo de 1X sempre que a composição permitir.
- Documentar exceções de forma explícita e isolada.
Más práticas
- Posicionar texto, imagem ou outro logotipo dentro da área de proteção.
- Redimensionar o logo abaixo do tamanho mínimo de legibilidade.
- Usar a área de proteção para elementos decorativos "discretos".
Aplicações
Grade de verificação para toda peça gráfica, especificação técnica para fornecedores de impressão, briefing de templates.
Sistema de Cores
Core, neutras, accent e funcionais, extraídas do logotipo.
As cores da Acessibilidade 3D foram extraídas diretamente do logotipo oficial da marca. Elas formam um sistema dividido em quatro categorias: core colors, neutral colors, accent colors e functional colors.
1. Core Colors, as cores que representam a identidade da marca. Accessibility Cyan é a principal cor institucional e representa acessibilidade, inovação, proximidade, tecnologia e autonomia. Deep Blue representa engenharia, confiança, qualidade e estabilidade. Ocean Blue cria profundidade. Light Cyan representa leveza e inovação.
Accessibility Cyan
#18C8D8
Logo, botões, links, destaques, CTA, ícones principais
Deep Blue
#1E4EA8
Títulos, elementos institucionais, apresentações, documentos
Ocean Blue
#0E5C75
Sombras internas, gráficos, detalhes, gradientes
Light Cyan
#72F1F8
Pequenos destaques, hover, linhas técnicas, elementos gráficos
2. Neutral Colors. Essas cores não pertencem ao logotipo, pertencem ao Design System, e seu objetivo é criar conforto visual. Off White é a principal cor de fundo da marca, escolhida para transmitir ambiente clínico, organização, limpeza, acolhimento e sofisticação, e é usada em Instagram, website, catálogos, embalagens, brand book e apresentações.
Pure White
#FFFFFF
Usado apenas quando necessário
Off White (institucional)
#F7F9FB
Fundo principal da marca
Light Gray
#E8EDF2
Divisões, grids, boxes, tabelas
Medium Gray
#AEB9C7
Textos secundários, legendas, descrições
Graphite
#5E7083
Linhas, informações auxiliares, elementos discretos
3. Accent Colors representam a ligação com a Magika e nunca devem dominar uma composição. Aplicações permitidas: pequenos detalhes, gradientes discretos, divisórias e elementos institucionais. Nunca utilizar como cor principal.
Purple
#8C42FF
Pequenos detalhes, gradientes discretos, divisórias
Magenta
#D84CFF
Pequenos detalhes, gradientes discretos, divisórias
4. Functional Colors, reservadas para estados de sistema e interface.
Success
#32D583
Confirmações e estados de sucesso
Warning
#F4B740
Alertas e estados de atenção
Error
#F04438
Erros e estados de falha
Information
#0EA5E9
Informações neutras em interface
Proporção de uso: 60% Off White como fundo predominante, 20% Branco em respiros e áreas neutras, 12% Deep Blue em títulos, elementos institucionais e contraste, 6% Accessibility Cyan em destaques, botões, links e chamadas, 2% Purple e Magenta em pequenos detalhes herdados da Magika. Essa distribuição garante leveza e consistência visual.
60 / 20 / 12 / 6 / 2, proporção fixa, nunca invertida
Gradiente principal
#1E4EA8 → #18C8D8
Logo, elementos institucionais, barras, divisórias
Gradiente secundário
#0E5C75 → #72F1F8
Blueprint, wireframes, gráficos, elementos técnicos
Gradiente institucional Magika
#8C42FF → #D84CFF
Uso exclusivo para representar a conexão com o Grupo Magika
Filosofia das cores: cada cor possui um propósito, não utilizamos cores apenas pela estética. O azul comunica confiança. O ciano representa acessibilidade e inovação. O branco transmite acolhimento e clareza. Os cinzas organizam a informação. O roxo e o magenta preservam a conexão visual com a Magika. Juntas, essas cores constroem uma identidade que equilibra tecnologia, engenharia e cuidado humano.
Boas práticas
- Verificar a proporção 60/20/12/6/2 em qualquer composição antes de finalizar.
- Reservar Light Cyan para estados de interação e pequenos realces.
- Usar sempre os hexadecimais oficiais, nunca aproximações "parecidas".
Más práticas
- Usar Accessibility Cyan como fundo dominante de uma peça inteira.
- Aumentar a presença de Purple e Magenta além de detalhes pontuais.
- Adotar fundo escuro como padrão institucional.
Aplicações
Todo template de redes sociais, apresentações, site e materiais impressos; especificação de cor para fornecedores; biblioteca de cores em Figma.
Tipografia
Três famílias, cada uma com um trabalho específico.
Definir o sistema tipográfico completo: quais famílias usar, por que cada uma foi escolhida tecnicamente, e como se organizam em hierarquia, peso e espaçamento.
Space Grotesk, títulos. Geométrica de baixo contraste, com terminações levemente atípicas que dão personalidade sem comprometer a sobriedade. X-height generoso e ótima legibilidade em display.
Inter, texto corrido e subtítulos. Neutra e altamente legível, desenhada para interfaces de tela. Sua neutralidade é deliberada: legibilidade não é preferência estética, é requisito funcional.
IBM Plex Mono, dados técnicos, números e legendas. Reforça a linguagem de engenharia e blueprint: especificações, coordenadas, tags e metadados.
| Uso | Família | Peso | Observação |
|---|---|---|---|
| Display / título de capítulo | Space Grotesk | Medium a Bold | Tamanho grande, tracking levemente negativo |
| Subtítulo / título de seção | Space Grotesk | Medium | Tamanho intermediário |
| Texto corrido | Inter | Regular | Entrelinha generosa, 1,5x o tamanho da fonte |
| Texto secundário | Inter | Regular / Soft Gray | Tamanho reduzido |
| Botões e CTA | Inter | Semibold | Tracking levemente positivo |
| Números, dados, tags | IBM Plex Mono | Regular a Medium | Sempre em contexto técnico |
Boas práticas
- Manter entrelinha generosa em todo texto corrido.
- Usar IBM Plex Mono apenas para conteúdo genuinamente técnico ou numérico.
- Limitar o tracking negativo de Space Grotesk a títulos grandes.
Más práticas
- Introduzir uma quarta família tipográfica.
- Usar Space Grotesk em blocos longos de texto corrido.
- Aplicar itálico ou negrito em excesso dentro de um mesmo parágrafo.
Aplicações
Todo material de marca: site, apresentações, redes sociais, catálogos, papelaria, embalagens, sinalização de estande.
Ícones
Linha fina, geometria exata, nenhum círculo genérico.
Definir estilo, construção e regras de uso de ícones, evitando a linguagem de ícone circular colorido que satura o mercado de tecnologia e impacto social.
Linha fina monolinear, sem preenchimento sólido, sobre grid modular consistente (24 × 24 unidades como base, com stroke de peso único em toda a biblioteca).
Três regras garantem consistência: peso de linha uniforme; ângulos e curvas sobre o mesmo grid; e ausência de contêiner, nada de círculo, quadrado ou hexágono ao redor do ícone.
Cor padrão: Pure White ou Soft Gray sobre fundo escuro, com Accessibility Blue reservado para estados ativos e Bright Cyan para hover. Ícones de produto são diagramas técnicos simplificados, a referência é a vista explodida de um manual de engenharia, não o desenho de um app de saúde.
Boas práticas
- Manter todos os ícones sobre o mesmo grid e peso de linha.
- Reservar Accessibility Blue para estados ativos ou destaque funcional.
- Desenhar ícones de produto como diagrama técnico.
Más práticas
- Usar bibliotecas genéricas sem adaptação ao grid e peso da marca.
- Colocar ícones dentro de círculos ou quadrados coloridos.
- Ilustrar produtos assistivos de forma infantilizada ou "fofa".
Aplicações
Interface de site e futuro aplicativo, apresentações institucionais, sinalização de embalagem, catálogo técnico de produtos.
Elementos gráficos
Linhas, coordenadas e marcações que substituem decoração.
Documentar o vocabulário gráfico de apoio da marca: linhas, marcações, tags e recursos de blueprint que reforçam a identidade de engenharia sem decoração genérica.
| Categoria | Regra |
|---|---|
| Linhas e grades | Stroke de 1px em Graphite ou Accessibility Blue com baixa opacidade. Nunca sublinhado decorativo. |
| Marcações de coordenada | Linhas de cota, indicadores de medida, cruzes de alinhamento, sempre discretas. |
| Tags técnicas | Rótulos retangulares em IBM Plex Mono para categoria, status ou metadados. |
Esses elementos devem sempre parecer funcionais. O teste de qualidade: um elemento gráfico da Acessibilidade 3D deveria fazer sentido em um manual de engenharia, não apenas em uma peça de marketing.
Boas práticas
- Usar linhas e marcações com opacidade reduzida, como camada de apoio.
- Aplicar tags técnicas de forma consistente em todo catálogo de produto.
- Testar todo elemento novo contra a pergunta: "isso pareceria fora de lugar em um desenho técnico?"
Más práticas
- Usar formas abstratas, blobs ou padrões decorativos.
- Aplicar linhas com opacidade alta, competindo com o conteúdo.
- Arredondar tags técnicas até o estilo "pill" genérico.
Aplicações
Aberturas de capítulo em materiais institucionais, catálogos de produto, templates de apresentação, fundos de posts mais complexos.
Grid
A estrutura invisível que sustenta tudo.
Definir o sistema de grid usado em todas as aplicações, digital e impressa.
| Contexto | Colunas | Margem | Gutter |
|---|---|---|---|
| Desktop | 12 | mín. 64px | múltiplos de 16 ou 24 |
| Mobile | 4 | mín. 24px | múltiplos de 8 |
| Impresso A4 | 12 (ou 1 em editorial) | mín. 20mm | base 8pt |
A base modular é de 8px (ou 8pt em impressão), garantindo que espaçamentos, margens e tamanhos de componente sejam sempre consistentes entre si sem cálculo manual repetido.
O grid não é apenas estrutura de alinhamento: em peças editoriais (aberturas de capítulo, capas), as linhas podem aparecer visíveis, em opacidade baixa, como elemento gráfico legítimo.
Boas práticas
- Manter a unidade base de 8px em todo espaçamento e tamanho, sem exceções.
- Usar a mesma lógica de grid entre peças digitais e impressas.
- Tornar o grid visível apenas em peças editoriais específicas.
Más práticas
- Definir espaçamentos fora da unidade base de 8px.
- Usar número de colunas diferente em cada peça sem critério.
- Deixar linhas de grid visíveis em interfaces de uso frequente.
Aplicações
Especificação técnica para desenvolvedores, templates de apresentação e catálogo em Figma, diagramação de papelaria e embalagem.
Componentes
As peças reutilizáveis do sistema.
Catalogar os componentes visuais reutilizáveis com suas regras de construção, para que consistência não dependa de memória.
| Componente | Construção |
|---|---|
| Botões | Raio pequeno (nunca pill). Primário: fundo Accessibility Blue, texto Midnight Navy. Secundário: contorno fino. Hover em Bright Cyan. Inter Semibold. |
| Cards | Fundo Deep Navy sobre Midnight Navy, sem sombra projetada. Separação por tom e linha fina em Graphite. |
| Tags | Retângulo de canto reto, fundo Deep Navy, texto em IBM Plex Mono. |
| Linhas divisórias | Stroke fino em Graphite com opacidade reduzida. |
| Campos de formulário | Fundo Deep Navy, borda Graphite; foco em Accessibility Blue; placeholder em Soft Gray. |
Boas práticas
- Reutilizar sempre os componentes já definidos antes de propor um novo.
- Manter os quatro estados de botão documentados e consistentes.
- Testar contraste de todo componente contra o fundo Midnight Navy.
Más práticas
- Aplicar sombra projetada em cards ou botões.
- Criar variações não documentadas para resolver um layout pontual.
- Usar formato de botão "pill" totalmente arredondado.
Aplicações
Biblioteca de componentes em Figma, desenvolvimento de site e aplicativo, templates de apresentação e catálogo.
Templates
Estruturas prontas para reduzir decisão repetida.
Definir os templates base para peças recorrentes, reduzindo a inconsistência de montar cada peça do zero.
| Família | Peças |
|---|---|
| Apresentação | Capa, conteúdo com texto e imagem, dados/gráfico, citação em destaque, encerramento. |
| Redes sociais | Capa de carrossel, slide de conteúdo, slide de encerramento com CTA, Stories vertical. |
| Catálogo e material técnico | Página de produto com foto grande, ficha técnica em IBM Plex Mono, página de processo. |
Cada template deve ser construído em Figma como componente mestre, para que variações de conteúdo não quebrem a estrutura visual.
Boas práticas
- Partir sempre de um template existente antes de criar uma peça nova.
- Propor um novo template quando um tipo de peça se repetir três ou mais vezes.
- Manter os templates atualizados centralmente em Figma.
Más práticas
- Montar peças recorrentes do zero repetidamente.
- Alterar a estrutura de um template para uma peça pontual sem documentar.
- Deixar templates desatualizados circulando em paralelo.
Aplicações
Produção diária de conteúdo, apresentações institucionais e comerciais, catálogos de produto, materiais para feiras e editais.
Estilo Fotográfico
Simples, funcional, preciso e acessível.
A fotografia é um dos pilares da identidade visual. Ela deve transmitir exatamente a mesma sensação que nossos produtos: simples, funcionais, precisos e acessíveis.
Boas práticas
- Fundo Off White #F7F9FB.
- Luz natural ou difusa.
- Produto como protagonista.
- Muito espaço negativo.
- Sombras suaves.
- Alta resolução.
- Poucos elementos na composição.
Más práticas
- Fundos escuros.
- Cenários poluídos.
- Fotos genéricas de banco de imagens.
- Efeitos exagerados.
- Reflexos excessivos.
- Colagens.
A inspiração visual deve lembrar catálogos de empresas como Apple, Bambu Lab e Herman Miller.
Aplicações
Site institucional, redes sociais, catálogos, materiais para imprensa e editais, apresentações.
Renderização
Produto isolado, luz de laboratório, sem cenário.
Definir o padrão de renderização e fotografia de produto isolado, usado em fichas técnicas e catálogos.
A renderização mostra o produto como peça de engenharia: isolado, iluminação controlada, sobre fundo Midnight Navy ou Deep Navy, sem cenário que distraia da forma e da função.
Luz principal suave vinda de um ângulo consistente em toda a biblioteca, com leve reflexo ou sombra de contato discreta, nunca sombra projetada dramática. Renders digitais e fotos reais do mesmo produto devem ser visualmente compatíveis lado a lado.
Ângulos padrão, obrigatórios para todo produto documentado: vista frontal, vista de três quartos e vista de detalhe do ponto de contato com o corpo.
Boas práticas
- Manter mesmo ângulo, distância e temperatura de luz em toda a biblioteca.
- Usar a sequência de três ângulos como padrão obrigatório de documentação.
- Garantir compatibilidade visual entre render digital e fotografia real.
Más práticas
- Fotografar produtos sobre fundo branco de estúdio, fora da paleta oficial.
- Aplicar sombra dramática ou reflexo exagerado.
- Documentar produtos com enquadramentos inconsistentes entre si.
Aplicações
Fichas técnicas em catálogo, página de produto no site, materiais para editais e propostas técnicas, apresentações para parceiros de fabricação.
Motion
Movimento funcional, nunca decorativo.
Estabelecer princípios de movimento e transição, garantindo que qualquer animação reforce hierarquia e função.
Movimento rápido, com easing técnico e previsível: ease-out para entradas de elemento, ease-in-out para transições entre estados. Sem bounce exagerado, partículas ou glow animado além do uso pontual de Bright Cyan.
Em interface, animações servem exclusivamente para comunicar mudança de estado. Duração recomendada: 150 a 300 milissegundos, suficiente para parecer intencional sem gerar espera perceptível.
Em vídeo institucional, o motion ganha presença narrativa mantendo a linguagem de blueprint: linhas se desenhando como traçado de engenharia, elementos aparecendo em sequência lógica de montagem, tipografia entrando por corte seco.
Boas práticas
- Usar easing técnico e consistente, documentado como token reutilizável.
- Reservar movimento narrativo para peças institucionais de maior duração.
- Sincronizar entradas de elementos gráficos com a lógica de "montagem" de engenharia.
Más práticas
- Usar partículas, brilho difuso ou bounce exagerado em qualquer contexto.
- Aplicar durações longas em interações simples.
- Animar elementos sem relação funcional clara.
Aplicações
Interface de site e futuro aplicativo, vídeos institucionais, aberturas de apresentação, conteúdo animado para redes sociais.
Redes sociais
O sistema aplicado ao formato de maior repetição.
Consolidar como paleta, tipografia, componentes, templates, fotografia e motion se aplicam ao Instagram e ao LinkedIn.
O Instagram organiza-se em três formatos recorrentes: carrossel para conteúdo explicativo e institucional; post único ou reel para processo real e frases de marca; Stories para bastidores e conteúdo de menor produção.
O feed, visto como grade, deve manter a proporção 70/20/8/2 também na leitura de conjunto. Isso exige revisão da grade antes de agendar publicações, não apenas revisão de post individual.
O LinkedIn segue a mesma identidade visual, com tom ligeiramente mais formal, priorizando conteúdo institucional: processo de desenvolvimento, parcerias, editais e bastidores de validação com legitimidade técnica.
Boas práticas
- Revisar a grade do feed como composição única antes de agendar.
- Usar reels e posts únicos para fotografia documental real de processo.
- Manter o mesmo rigor de paleta e tipografia no LinkedIn.
Más práticas
- Publicar peças isoladas sem considerar o efeito de conjunto.
- Usar linguagem e formato de meme ou tendência genérica.
- Tratar o LinkedIn como cópia automática do Instagram.
Aplicações
Calendário editorial mensal, briefing de reels e carrosséis, revisão de grade de feed antes da publicação.
Website
A vitrine mais completa do sistema.
Definir os princípios de estrutura e experiência visual do site institucional, onde todos os elementos do Design System se encontram em sua aplicação mais completa.
Grid de 12 colunas, fundo padrão Midnight Navy em toda a experiência, Deep Navy para seções de destaque, Accessibility Blue aplicado com disciplina, seguindo a proporção 70/20/8/2 também na leitura de rolagem completa da página.
| Ordem | Seção |
|---|---|
| 01 | Abertura com propósito e manifesto |
| 02 | Processo: ouvir, pesquisar, desenvolver, validar, fabricar |
| 03 | Produtos organizados por grupo prioritário atendido |
| 04 | Institucional: ligação com o Grupo Magika e presença em editais |
| 05 | Contato |
Acessibilidade real de interface é requisito não negociável: contraste testado contra os fundos escuros da paleta, navegação por teclado funcional, texto alternativo em toda imagem e corpo de texto nunca abaixo do mínimo recomendado pelas WCAG.
Boas práticas
- Testar contraste de todo texto contra diretrizes formais de acessibilidade.
- Estruturar a navegação seguindo a ordem propósito antes de produto.
- Aplicar o mesmo rigor de grid e componentes, sem exceções de "página especial".
Más práticas
- Priorizar estética sobre acessibilidade real de navegação.
- Estruturar o site com produto primeiro e propósito como rodapé.
- Usar componentes ou paleta divergentes em landing pages de campanha.
Aplicações
Desenvolvimento e redesign do site institucional, landing pages de campanha ou edital, futura área logada.
Apresentações
Cada slide como página editorial, não como slide de escritório.
Definir a estrutura e o padrão visual de apresentações institucionais e comerciais.
Uma apresentação da Acessibilidade 3D é extensão direta deste Design System: fundo Midnight Navy, hierarquia tipográfica do capítulo 15 e disciplina rígida de poucos elementos por slide.
| Bloco | Conteúdo |
|---|---|
| Capa | Logo, título, data ou contexto, bastante espaço em branco. |
| Abertura | Propósito ou manifesto, reaproveitando o texto oficial. |
| Corpo | Slides de texto, de dado e de imagem documental, nunca os três juntos. |
| Institucional | Ligação com o Grupo Magika, presença em editais. |
| Encerramento | Contato e chamada para próximo passo. |
Slides de dado usam a paleta funcional apenas quando o dado exige codificação de status; gráficos neutros usam Accessibility Blue e Soft Gray sobre Deep Navy.
Boas práticas
- Limitar cada slide a uma ideia central.
- Reaproveitar o texto oficial do manifesto e do propósito, sem reescrita paralela.
- Usar imagem documental cheia como recurso de respiro entre blocos densos.
Más práticas
- Sobrecarregar slides com gráficos, texto e imagens competindo por atenção.
- Criar uma versão "resumida" divergente da paleta oficial.
- Usar clip art ou elementos padrão de PowerPoint fora do sistema.
Aplicações
Apresentações para investidores e editais, propostas comerciais para clínicas e parceiros, alinhamentos internos, pitch em feiras.
Papelaria
Cartão de visita, papel timbrado, assinatura de e-mail.
Definir os itens de papelaria institucional, usando a versão monocromática escura do logo em papel claro e a versão colorida apenas sobre Midnight Navy.
| Item | Especificação |
|---|---|
| Cartão de visita | Fundo Midnight Navy, logo em Pure White, nome em Inter Regular, contato em Soft Gray, dados técnicos em IBM Plex Mono. |
| Papel timbrado e dossiês | Margem generosa, cabeçalho discreto com logo reduzido, sem elementos gráficos de fundo. |
| Assinatura de e-mail | Nome, cargo, telefone e site em Inter, logo pequeno à esquerda, sem banner nem ícones coloridos. |
Boas práticas
- Escolher a versão de logo de acordo com o fundo do material.
- Manter a assinatura de e-mail enxuta e consistente entre toda a equipe.
- Usar papel de gramatura e acabamento condizentes com o posicionamento premium.
Más práticas
- Adicionar banners promocionais ou ícones coloridos fora da paleta na assinatura.
- Imprimir papelaria em papel de baixa qualidade.
- Misturar versões de logo em um mesmo conjunto de papelaria.
Aplicações
Materiais de contato direto e primeira impressão física ou digital da marca em contextos formais.
Embalagens
A caixa como último ponto de contato antes do uso.
Definir os princípios de embalagem dos produtos físicos da Acessibilidade 3D, o ponto de contato que antecede diretamente o momento em que a pessoa recupera sua autonomia com o objeto desenvolvido para ela.
A embalagem segue a mesma disciplina visual do restante do sistema, com uma exigência adicional: função antes de estética. Cada produto assistivo tem requisitos próprios de proteção e, frequentemente, de facilidade de abertura para pessoas com mobilidade reduzida, o público final da marca. Isso significa que a embalagem não pode repetir soluções genéricas de e commerce (excesso de plástico, abertura que exige força ou destreza fina) sem considerar quem vai efetivamente abrir a caixa.
Visualmente, a embalagem usa fundo Midnight Navy ou papel kraft neutro (quando o material da caixa for reaproveitado ou de baixo impacto ambiental, coerente com fabricação sob demanda por impressão 3D), logo em posição central ou levemente deslocada seguindo grid, e ficha técnica resumida impressa diretamente na embalagem em IBM Plex Mono: nome do produto, grupo atendido, instrução breve de uso ou cuidado.
Internamente, a embalagem pode incluir um cartão curto reforçando o propósito da marca (fragmento do manifesto do capítulo 02) e instruções claras de uso, sempre em linguagem simples e direta, coerente com o tom de voz do capítulo 09 e com o público que frequentemente já enfrenta barreiras de leitura ou manuseio.
Boas práticas
- Priorizar facilidade real de abertura da embalagem para pessoas com mobilidade reduzida antes de qualquer decisão estética.
- Incluir instrução de uso clara e em linguagem simples dentro de toda embalagem de produto.
- Usar material de embalagem coerente com os valores de simplicidade e transparência da marca, evitando excesso de plástico ou de camadas desnecessárias.
Más práticas
- Priorizar embalagem visualmente elaborada em detrimento de facilidade de abertura para o público final.
- Usar linguagem de instrução técnica complexa, inacessível para quem já enfrenta dificuldade motora ou cognitiva.
- Aplicar excesso de material ou camada de embalagem sem necessidade funcional real.
Mockups sugeridos: render de embalagem fechada e aberta lado a lado, mostrando o produto, a ficha técnica impressa e o cartão de propósito interno, em composição fotográfica documental coerente com o capítulo 21.
Aplicações
Todo produto físico comercializado ou distribuído pela empresa, kits de recorrência (linha inspirada no modelo Petiko), materiais de amostra para clínicas parceiras.
Uniformes
Discrição técnica, não fantasia corporativa.
Definir os princípios de vestuário de equipe em contextos que exigem identificação visual da marca: feiras, eventos, visitas técnicas e, eventualmente, atendimento em clínicas parceiras.
O uniforme da Acessibilidade 3D segue a mesma lógica de sobriedade premium do restante do sistema: peças em Midnight Navy ou tons neutros próximos, com aplicação discreta do logo (versão compacta, símbolo isolado, seguindo a área de proteção definida no capítulo 13), evitando estampas grandes, slogans ou excesso de identificação visual que lembrem uniforme promocional de feira genérica.
Para contextos de feira e evento, recomenda se uma peça de identificação adicional discreta (crachá ou pin) com o nome da pessoa e a marca, mantendo a mesma tipografia e paleta oficiais, em vez de camisetas com estampas grandes e coloridas comuns nesse tipo de evento.
Para contextos de visita técnica ou atendimento em clínica parceira, a prioridade muda de visibilidade de marca para credibilidade e neutralidade: peças discretas, profissionais, com identificação mínima, adequadas ao ambiente de saúde ou reabilitação onde a interação acontece.
Boas práticas
- Priorizar discrição e qualidade de material sobre volume de identificação visual em qualquer peça de vestuário da marca.
- Adaptar o nível de identificação visual ao contexto (feira versus visita técnica), mantendo a mesma paleta e logo em ambos.
- Usar a versão compacta do logo em qualquer aplicação têxtil, respeitando a área de proteção mínima mesmo em superfície de tecido.
Más práticas
- Produzir camisetas ou uniformes com estampas grandes, cores fora da paleta oficial ou slogans promocionais genéricos.
- Usar identificação visual de marca excessiva em contextos de atendimento clínico, onde neutralidade profissional é mais apropriada.
- Variar a identidade visual do uniforme por evento, sem manter consistência com o sistema oficial.
Mockups sugeridos: foto ou render de duas peças de uniforme lado a lado, versão de feira (com crachá de identificação) e versão de visita técnica (identificação mínima), demonstrando a adaptação de contexto mantendo o mesmo sistema.
Aplicações
Feiras e eventos do setor, visitas técnicas a clínicas e instituições parceiras, materiais de equipe para editais e demonstrações públicas.
Aplicações
O sistema visto em conjunto, em situação real.
Reunir, em um único capítulo de referência rápida, exemplos de aplicação combinada de todos os elementos definidos neste Design System, servindo como checklist visual final antes de qualquer peça ser aprovada e publicada.
Este capítulo não introduz elementos novos: funciona como galeria de consolidação, mostrando como logo, paleta, tipografia, componentes, fotografia e elementos gráficos se comportam juntos em peças reais e completas, não apenas isoladamente como nos capítulos anteriores.
Recomenda se documentar aqui, à medida que forem produzidas, aplicações completas como: uma página de catálogo de produto finalizada, um carrossel completo de Instagram do início ao fim, uma capa e um slide interno de apresentação institucional, a página inicial do site em alta fidelidade, e uma peça de papelaria fotografada em contexto real. Cada aplicação deve ser acompanhada de uma breve nota indicando quais capítulos deste documento ela exemplifica, criando um mapa de referência cruzada útil para qualquer pessoa nova na equipe.
Esse capítulo também é o lugar apropriado para registrar, ao longo do tempo, exemplos reais de más práticas identificadas e corrigidas, funcionando como memória viva de aprendizado da equipe sobre onde o sistema tende a ser mal aplicado.
Boas práticas
- Atualizar este capítulo continuamente à medida que novas peças de referência forem produzidas e aprovadas.
- Usar as aplicações documentadas aqui como material de treinamento para novos integrantes de equipe ou agências parceiras.
- Registrar exemplos reais de correção de más práticas, não apenas exemplos ideais teóricos.
Más práticas
- Deixar este capítulo vazio ou desatualizado enquanto o restante do sistema evolui.
- Documentar apenas peças perfeitas, sem registrar aprendizados reais de erro e correção.
- Usar este capítulo como galeria de portfólio promocional em vez de referência técnica de uso interno.
Mockups sugeridos: galeria em grade com as aplicações completas mencionadas, cada uma com uma pequena legenda técnica indicando os capítulos de referência associados.
Aplicações
Onboarding de novos integrantes de equipe, briefing rápido para agências e fornecedores externos, revisão de qualidade antes de grandes lançamentos de campanha ou produto.
Biblioteca
Onde tudo isso vive, de forma acessível para quem precisa usar.
Definir a organização prática dos arquivos fonte deste Design System (Figma, tipografia, ícones, templates, fotografia tratada), garantindo que o sistema documentado neste PDF tenha uma contraparte de arquivos vivos, versionados e acessíveis à equipe.
Um Design System só é útil enquanto os arquivos que o compõem estão organizados, versionados e fáceis de encontrar. Recomenda se estrutura centralizada em Figma com quatro arquivos principais.
| Arquivo | Conteúdo |
|---|---|
| Fundamentos | Paleta, tipografia, grid, logo e área de proteção, capítulos 11 a 18. |
| Componentes | Biblioteca de componentes de interface do capítulo 19. |
| Templates | Apresentações, redes sociais, catálogo, capítulo 20. |
| Aplicações | Peças finalizadas de referência, capítulo 30. |
Cada arquivo deve manter controle de versão claro, com data e responsável por qualquer alteração estrutural (não apenas uso de componente, mas mudança na definição de um componente ou token de cor), evitando que atualizações informais quebrem consistência em peças já publicadas ou em produção.
A biblioteca também deve incluir os arquivos de fonte tipográfica licenciados (mesmo sendo Google Fonts gratuitas, recomenda se manter cópia local versionada, evitando dependência de disponibilidade externa contínua), a biblioteca de ícones em formato SVG editável, e um repositório de fotografia tratada e organizada por categoria (processo, produto, pessoa, institucional), pronta para reuso sem retrabalho de tratamento de cor a cada nova peça.
Boas práticas
- Manter os quatro arquivos de Figma (Fundamentos, Componentes, Templates, Aplicações) como fonte única de verdade, evitando cópias paralelas desatualizadas.
- Documentar qualquer alteração estrutural no sistema com data e responsável, mesmo em mudanças aparentemente pequenas.
- Organizar a biblioteca de fotografia tratada por categoria, evitando retrabalho de tratamento de cor a cada nova peça produzida.
Más práticas
- Permitir que integrantes da equipe dupliquem arquivos de Figma para edição pessoal sem sincronizar de volta ao arquivo central.
- Deixar a biblioteca de ícones ou fotografia sem organização por categoria, dificultando reuso e gerando retrabalho constante.
- Perder o controle de versão do sistema ao longo do tempo, permitindo que pequenas divergências se acumulem sem revisão.
Mockups sugeridos: diagrama simples da estrutura de arquivos da biblioteca (os quatro arquivos de Figma mais os repositórios de fonte, ícone e fotografia), servindo como mapa de navegação para qualquer pessoa que precise localizar um ativo da marca.
Aplicações
Gestão contínua do Design System pela equipe de marca, onboarding de designers e agências parceiras, base para a diagramação final deste documento como Brand Book em PDF, mencionada no briefing original deste projeto.
Encerramento
Encerramento
Este documento cobre os 31 capítulos definidos no briefing original: da história e do propósito da marca até a organização prática dos arquivos que sustentam o sistema no dia a dia. Juntos, eles formam a base estratégica e visual necessária para diagramação final em Figma e exportação como Brand Book premium em PDF, como planejado desde o início do projeto.
O próximo passo natural é a produção visual em Figma a partir de cada capítulo aqui documentado, começando pelos fundamentos (logo, paleta, tipografia, grid) antes de avançar para templates e aplicações completas.